Muito tem sido falado sobre o absurdo da Aprovação Automática, mas pouco tem sido feito para mudar essa situação no ensino público de nosso país.
Nasci em 1984, cursei meu "primário", atualmente conhecido como 1º segmento do Ensino Fundamental, no início da década de 90. Lembro bem, de quando eu era criança, dos conceitos A, B, C, D e E. Lembro que só "passava de ano" aqueles que tinham os conceitos A e B, os que tinham conceito C ficavam em recuperação e eram aprovados ou não, mas os que tinham conceito D e E ficavam reprovados direto, nem precisavam se dar ao trabalho de ir às aulas de recuperação, eram absolutas nulidades nos estudos... Todos estudávamos com afinco, ninguém queria ser reprovado, tampouco ficar em recuperação, tendo de ir a escola quando todos já estava de férias... Quando somos crianças não percebemos o real valor dos estudos em nossas vidas, o futuro parece distante e abstrato, só conseguimos pensar no agora, no momento presente, nas férias deste ano, no presente deste natal/aniversário, então estudamos não porque entendemos que será necessário para um futuro de sucesso, para uma aprovação no vestibular ou em algum concurso público, estudamos para "passar de ano", para ficar de férias logo e poder brincar na rua o dia todo, para poder tomar banho de piscina no quintal, para poder passar uns dias na casa da avó/tia/madrinha... Se tiram das crianças a "ameaça" de uma reprovação, se está tirando também essa incentivação implícita! Estudar vira uma obrigação chata e sem função perceptível aos olhos dos pequenos...
Na página 41 da revista Nova Escola desse mês (março, 2011), vem falando sobre a aprovação automática favorecer, ou não, a perda do respeito pelos professores. Vem falando também que "a motivação do aluno deve ser aprender e não apenas passar de ano", o que é muito lindo na teoria mas, na prática, pensando como criança - que já fomos -, sabemos que não é bem assim, que na infância a maior motivação para ir a escola é ver os amigos, conversar e brincar, que para uma criança o aprender é resultado da interação dela com os outros, associada às intervenções que os professores fazem, não uma motivação interna! Alguns especialistas parecem ter esquecido como é ser criança, daí ficam escrevendo essas besteiras... Na aprovação automática o que menos me preocupa é essa perda de respeito pelo professor, porquanto não somos respeitados mesmo, mas me preocupa o futuro desses jovens que vão progredindo de série ano após ano, sem terem dominado os conteúdos dos anos anteriores, sendo ridicularizados pelos colegas como "os burros", "os que não aprendem", "os INSUFICIENTES"... Fora a auto-estima deles, quando percebem que todos aprendem, menos eles, que todos sabem ler, eles não... Não adianta estar em sala de aula com alunos da mesma idade, mas com níveis de desenvolvimento intelectual tão discrepantes...
Se a reprovação tem um alto custo educacional, a aprovação dos que não alcançaram os objetivos previstos para aquele ano tem um alto custo para a sociedade... Cidadãos com baixa auto-estima, que se sentem inferiores, que não têm sucesso como seus amigos, irão buscar outras maneiras de serem reconhecidos e valorizados... E que reconhecimento maior do que ser "o dono da boca", ou o "chefão do tráfico", além do status, tem o respeito dos demais... Fora outras "profissões" que podem virar boas opções para quem "não serve para os estudos"...
Não vou ser hipócrita, seja por problemas como a dislexia ou outros tantos problemas que atrasam ou impedem o aprendizado, há pessoas que não irão conseguir aprender a ler, escrever, calcular como o esperado, mas que são muito habilidosas para outras coisas! Sou a favor de que as escolas não ensinem apenas a ler, escrever e calcular, que ensinem também alguma profissão: marcenaria, corte e costura, bordado, artesanatos... Sou a favor de uma escola em período integral, onde sejam ensinados os conteúdos obrigatórios - português, matemática, ciências, geografia, história - na parte da manhã e que na parte da tarde os alunos tenham acesso a conteúdos para a vida prática: informática, artesanato, artes plásticas, artes cênicas, marcenaria, corte e costura, bordado, tecelagem, técnicas agrícolas... Desta forma, aqueles que não fossem bons nos conteúdos obrigatórios, poderiam mostrar quem têm grande talento e habilidade para outras coisas, abrindo para esses indivíduos novos horizontes além daqueles previstos para os que não tiveram uma vida escolar/acadêmica bem sucedida...
Há alguns anos atrás as crianças passaram a chamar as professoras de tia. Houve quem considerasse isso uma distorção da profissão, uma forma de reduzir professoras à condição de "tia". Hoje as crianças pedem "Tia, posso te chamar de mãe?". E isso ilustra bem a carência afetiva dessas nossas crianças...
quinta-feira, 24 de março de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Abandono Intelectual
De acordo com o Artigo 246 do Código Penal, abandono intelectual consiste em...
"Abandono intelectual - Negligência na educação de filho pelos pais ou de menor confiado à guarda de alguém, deixando de prover a ele a instrução primária, quando em idade escolar, ou permitindo que adquira hábitos perniciosos ou assista a espetáculos impróprios à sua idade. Segundo a lei penal, é crime."
Esse ano peguei duas turminhas de 1º ano, antiga C.A. (Classe de Alfabetização) e pasmem: recebi vários alunos que nunca tinha pisado antes em uma escola, crianças de 6 anos que não sabem nem ao menos segurar num lápis, que seguram os livros de cabeça pra baixo, que não identificam e nem nomeiam cores primárias, que não têm as noções de direita e esquerda, cima e baixo, frente e atrás...
A solução seria bem simples: trabalhar com esses alunos exatamente como se trabalharia com uma turma de Educação Infantil, trabalhando motricidade fina com massinha de modelar, bolinhas de papel crepom, segurando na mão de cada um para ensinar como pegar no lápis, ensinar as cores, as vogais, a escrita do primeiro nome com letra bastão, ensinar as noções de direita e esquerda etc. Mas, essa solução se mostrou inviável, porque as crianças que entraram para a escola na idade certa, que fizeram um ou dois anos de EI, não se interessam por esses ensinamentos, acabam fazendo muita bagunça e o clima em sala de aula fica TENSO! Se por um lado eu preciso dar atenção exclusiva e individual aos alunos que pela 1ª vez estão pisando numa sala de aula, eu também não posso deixar de realmente alfabetizar aqueles que já trouxeram na bagagem toda uma gama de conhecimentos e habilidades que os torna plenamente "alfabetizáveis"...
Em uma sala de aula com 30 alunos, onde metade cursou a EI e a outra metade pisa pela 1ª vez numa escola, não é de se admirar que a professora surte, pire, queira sair correndo...
Ah, e sabe aquela história de "não existe aprovação automática no município do Rio", tudo mentira, até outro dia se sabia que até o 3º ano do Fundamental a aprovação continuava sendo automática, mas como houve grande número de alunos retidos nessas turminhas de 3º ano, gerando prejuízos a receita do município, agora será até o 4º ano essa pouca vergonha! Não demora muito e voltaremos a ter todo Ensino Fundamental aprovando automaticamente alunos analfabetos... Solapando com os professores do Ensino Médio...
Aí eu pergunto a vocês: onde está o Art. 227." É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão"?
O Estado, de acordo com o art. 208 da CRFB/88, tem o dever de garantir o ensino fundamental (primeiro grau) obrigatório e gratuito. O dever do Estado é construir e prover vagas nas escolas, porém, com o grande número de alunos reprovados, as escolas ficam sem vagas para novos alunos, o que obrigaria o Estado a construir novas escolas, o que acaba saindo caro... Mas, não é mais caro ainda, em termos de sociedade, fingir que o indivíduo é verdadeiramente escolarizado? Não me parece justo que um aluno seja apenas um número, sirva apenas para engrossar as estatísticas... Nossos alunos são seres humanos, precisam de EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE!
Mas como oferecer essa qualidade quando o sistema não facilita e nem provê o acesso desses cidadãos às creches e EDIs, se o sistema de ensino promove ao ano seguinte o aluno que ainda não alcançou os objetivos previstos para aquele ano, se as turmas são cada vez mais lotadass e heterogeneas, dificultando MUITO o trabalho dos professores?
Separar a turma em grupinhos, de acordo com suas necessidades e conhecimentos, só é legal na teoria, vai você, na prática, viabilizar isso... Já começa que os alunos que nunca pisaram numa escola não sabem copiar do quadro, então vamos preparar matrizes de trabalhos para xerografar, mas quando chegamos a sala dos professores para imprimir a impressora está sem tinta ou com defeito, daí imprimimos em nossas casas ou numa lan-house amiga, então descobrimos que a nossa cota de xerox daquele mês acabou, que xerox agora só mês que vem, ou temos de fazer "vaquinha" pra comprar tonner... Ah, e os alunos que sabem copiar do quadro têm preguiça de fazê-lo, cada dia sentem uma "dor" diferente, choram, pedem a mãe...
E ainda querem que o professor tenha "vida útil" mais longa, não querem nos aposentar com 25 anos de carreira... Se continuarmos assim eu vou me aposentar antes de 25 anos de magistério, serei aposentada por invalidez, pela equipe de psiquiatria do município!
PS. Tem um primo meu, com 3 anos e meio, idade de EI, conseguimos matriculá-lo numa escola do município, num CIEP pertinho de sua casa, mas ele ainda está em casa, NÃO TEM PROFESSOR(A) para a turminha dele, abriram vagas, mas não proveram professores... Onde está Ministério Público que não vê isso?!
"Abandono intelectual - Negligência na educação de filho pelos pais ou de menor confiado à guarda de alguém, deixando de prover a ele a instrução primária, quando em idade escolar, ou permitindo que adquira hábitos perniciosos ou assista a espetáculos impróprios à sua idade. Segundo a lei penal, é crime."
Esse ano peguei duas turminhas de 1º ano, antiga C.A. (Classe de Alfabetização) e pasmem: recebi vários alunos que nunca tinha pisado antes em uma escola, crianças de 6 anos que não sabem nem ao menos segurar num lápis, que seguram os livros de cabeça pra baixo, que não identificam e nem nomeiam cores primárias, que não têm as noções de direita e esquerda, cima e baixo, frente e atrás...
A solução seria bem simples: trabalhar com esses alunos exatamente como se trabalharia com uma turma de Educação Infantil, trabalhando motricidade fina com massinha de modelar, bolinhas de papel crepom, segurando na mão de cada um para ensinar como pegar no lápis, ensinar as cores, as vogais, a escrita do primeiro nome com letra bastão, ensinar as noções de direita e esquerda etc. Mas, essa solução se mostrou inviável, porque as crianças que entraram para a escola na idade certa, que fizeram um ou dois anos de EI, não se interessam por esses ensinamentos, acabam fazendo muita bagunça e o clima em sala de aula fica TENSO! Se por um lado eu preciso dar atenção exclusiva e individual aos alunos que pela 1ª vez estão pisando numa sala de aula, eu também não posso deixar de realmente alfabetizar aqueles que já trouxeram na bagagem toda uma gama de conhecimentos e habilidades que os torna plenamente "alfabetizáveis"...
Em uma sala de aula com 30 alunos, onde metade cursou a EI e a outra metade pisa pela 1ª vez numa escola, não é de se admirar que a professora surte, pire, queira sair correndo...
Ah, e sabe aquela história de "não existe aprovação automática no município do Rio", tudo mentira, até outro dia se sabia que até o 3º ano do Fundamental a aprovação continuava sendo automática, mas como houve grande número de alunos retidos nessas turminhas de 3º ano, gerando prejuízos a receita do município, agora será até o 4º ano essa pouca vergonha! Não demora muito e voltaremos a ter todo Ensino Fundamental aprovando automaticamente alunos analfabetos... Solapando com os professores do Ensino Médio...
Aí eu pergunto a vocês: onde está o Art. 227." É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão"?
O Estado, de acordo com o art. 208 da CRFB/88, tem o dever de garantir o ensino fundamental (primeiro grau) obrigatório e gratuito. O dever do Estado é construir e prover vagas nas escolas, porém, com o grande número de alunos reprovados, as escolas ficam sem vagas para novos alunos, o que obrigaria o Estado a construir novas escolas, o que acaba saindo caro... Mas, não é mais caro ainda, em termos de sociedade, fingir que o indivíduo é verdadeiramente escolarizado? Não me parece justo que um aluno seja apenas um número, sirva apenas para engrossar as estatísticas... Nossos alunos são seres humanos, precisam de EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE!
Mas como oferecer essa qualidade quando o sistema não facilita e nem provê o acesso desses cidadãos às creches e EDIs, se o sistema de ensino promove ao ano seguinte o aluno que ainda não alcançou os objetivos previstos para aquele ano, se as turmas são cada vez mais lotadass e heterogeneas, dificultando MUITO o trabalho dos professores?
Separar a turma em grupinhos, de acordo com suas necessidades e conhecimentos, só é legal na teoria, vai você, na prática, viabilizar isso... Já começa que os alunos que nunca pisaram numa escola não sabem copiar do quadro, então vamos preparar matrizes de trabalhos para xerografar, mas quando chegamos a sala dos professores para imprimir a impressora está sem tinta ou com defeito, daí imprimimos em nossas casas ou numa lan-house amiga, então descobrimos que a nossa cota de xerox daquele mês acabou, que xerox agora só mês que vem, ou temos de fazer "vaquinha" pra comprar tonner... Ah, e os alunos que sabem copiar do quadro têm preguiça de fazê-lo, cada dia sentem uma "dor" diferente, choram, pedem a mãe...
E ainda querem que o professor tenha "vida útil" mais longa, não querem nos aposentar com 25 anos de carreira... Se continuarmos assim eu vou me aposentar antes de 25 anos de magistério, serei aposentada por invalidez, pela equipe de psiquiatria do município!
PS. Tem um primo meu, com 3 anos e meio, idade de EI, conseguimos matriculá-lo numa escola do município, num CIEP pertinho de sua casa, mas ele ainda está em casa, NÃO TEM PROFESSOR(A) para a turminha dele, abriram vagas, mas não proveram professores... Onde está Ministério Público que não vê isso?!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Volta às aulas – Integração dos Alunos
By Roseli Brito
O ano letivo já começou nas escolas particulares e está para iniciar nas escolas públicas. O fato é que o mês de Fevereiro é focado em dois grandes objetivos: Integração dos Alunos e Avaliação Diagnóstica. Neste artigo vamos nos ater ao primeiro objetivo: Integração dos Alunos.
As crianças e jovens, ficam muito apreensivos no retorno das aulas, pois há um sem número de situações que terão que enfrentar, é um misto de expectativas boas e ao mesmo tempo um medo do desconhecido, afinal são novos Professores, novos amigos, nova escola, como serão recebidos? Será que vão gostar ? Inquietações estas que o Professor deve estar atento na volta às aulas.
Por isso, nem pense em já ir entrando na sala de aula enchendo o quadro negro de tarefas, pedindo trabalhos, marcando provas, cobrando isso, cobrando aquilo, enfim, você já será vista como a “ chata da hora” .
Lembre-se, as crianças e jovens, precisam inicialmente de um certo espaço para se expressarem, interagirem, conhecerem o “ novo território”, conhecer você, os novos amigos, a nova escola. Afinal, eles ficaram praticamente quase dois meses de férias, fazendo um sem número de coisas e agora querem compartilhar, precisam disso. Então use esta necessidade de compartilhar ao seu favor, aproveitando para fazer com que todos possam se conhecer melhor e já criar laços de amizade.
Aqui vão algumas dicas simples, separadas por estágios:
- Educação Infantil:
Crianças pequenas choram no primeiro dia de aula, porém o período de adaptação pode durar até uma semana. A mãe fica apreensiva e quer entrar junto, ou muitas vezes acaba levando a criança embora e no dia seguinte a criança chora para não ir para a escola e a mãe cede não levando. Isso faz com que a criança demore muito mais a se ambientar. Para evitar que esse período se alongue além do necessário, é preciso que a Professora e os funcionários de Apoio estejam devidamente orientados a entreter as crianças com muitos jogos e brincadeiras coletivas, afinal nenhuma criança resiste a hora de brincar.
Caso a mãe entre na sala de aula no primeiro dia, deixe-a instruída a incentivar a criança a brincar com os coleguinhas, jamais deixá-la todo o tempo no colo pois isso a impede de interagir mais livremente com os novos amigos e com os brinquedos, e a levar a criança para a escola TODOS os dias.
- Educação Fundamental
Tanto no Fundamental I quanto no Fundamental II as crianças e jovens esperam que os amigos venham chamá-la para brincar ou conversar. Os mais “ descolados” tomam a iniciativa até porque já conhecem quase todo mundo, porém aqueles alunos que vieram de outras escolas sentem-se deslocados, apreensivos e inseguros de abordar esse monte de “estranhos”.
Ao Professor cabe a tarefa de criar várias atividades, sempre coletivas, em forma de gincanas, desafios, jogos, brincadeiras, para quebrar o gelo do grupo.
Outro modo muito eficaz é selecionar dois alunos, para serem os guias desses novos alunos dentro do ambiente escolar, ficando assim incumbidos de mostrar onde é a cantina, os banheiros, o laboratório, enfim todas as dependências da escola, além de ajudar a enturmá-lo no grupo. Assim, cada dois alunos antigos ficam incumbidos de um aluno novo durante um dia, depois faz-se o revezamento passando esse aluno novo, para outra dupla de alunos antigos, até que os alunos novos tenham ficado com todos os alunos antigos.
- Ensino Médio
Já no Ensino Médio os alunos nesta fase precisam passar a mensagem de “força moral ”, e “ independência” para o grupo então aqui será preciso que o Professor use de sensibilidade e sutileza para integrar os alunos novos, pois há uma grande resistência em não permitir “gente estranha” no grupo.
Para quebrar esse “ iceberg” levante em um bate papo, ou crie uma atividade em forma de brincadeira, onde cada um tenha que falar das coisas que mais gostam de fazer, assim você terá muitas informações rapidamente para criar um projeto coletivo onde todos tenham que participar e apresentar antes da aula terminar. Exemplo: criar uma música, fazer uma imitação, criar um traje engraçado, fazer uma performance em grupo.
Você também pode utilizar a estratégia citada acima de usar os alunos antigos como guias para ajudar a enturmar os alunos novos.
- EJA (Educação de Jovens e Adultos)
O público de EJA, tem suas peculiaridades, pois já é um público adulto, que trabalha, muitos já são casados, tem filhos, família para alimentar e contas para pagar, geralmente reservam o período noturno para estudar, pois trabalham durante o dia. Assim, a abordagem de interação precisa levar isso em conta. Por isso investigue em um bate papo, ou por meio de uma atividade de quebra gelo, para que esses alunos falem mais sobre sua história, seus sonhos, e suas dificuldades enfrentadas no dia a dia. Desse modo todos acabam se “vendo” nas estórias do outro e isso possibilita a criação de um elo de camaradagem, amizade e cumplicidade.
Outra estratégia é, o grupo criar um portfólio sobre os sonhos e projetos de vida que almejam alcançar, e juntos discutirem como isso pode ser atingido. Ao realizar esta atividade todos começam a se sentir participantes do sonho do colega e isso os une muito, pois acabam compartilhando ao longo do ano todas as vitórias conquistadas.
Todos esses cuidados e esse olhar sensível no momento de planejar as atividades de integração, mostra aos alunos o tipo de Professor que você é. E isso é também um exercício para que você também seja integrado ao grupo.
Como os alunos verão o Professor durante todo ano, e talvez durante toda a vida, vai depender muito do tipo de abordagem que você terá nessas primeiras semanas de aula.
Você tem outras estratégias ? Gostaria de compartilhar ? Então mãos a obra, comente neste blog.
25 MANEIRAS PARA CONQUISTAR OS ALUNOS
De acordo com uma pesquisa, apenas um a cada quatro alunos do 6º. ano ao Ensino Médio dizem que as suas escolas oferecem um ambiente acolhedor. Esta constatação é surpreendente !!!
Como podemos inspirar os alunos a mostrar empatia uns pelos outros, se nós falhamos em mostrar isso em nós.
Na verdade, nós nos importamos muito, porém nosso foco está centrado apenas no desenvolvimento acadêmico e acabamos por ignorar os pequenos gestos que demonstram carinho.
Interessante dizer que, o menor caminho para o sucesso acadêmico de muitos alunos é através dos seus corações. Eles não se importam com quanto nós sabemos, o que eles querem saber é o quanto nós nos importamos.
Como podemos inspirar os alunos a mostrar empatia uns pelos outros, se nós falhamos em mostrar isso em nós.
Na verdade, nós nos importamos muito, porém nosso foco está centrado apenas no desenvolvimento acadêmico e acabamos por ignorar os pequenos gestos que demonstram carinho.
Interessante dizer que, o menor caminho para o sucesso acadêmico de muitos alunos é através dos seus corações. Eles não se importam com quanto nós sabemos, o que eles querem saber é o quanto nós nos importamos.
Aqui vão 25 dicas que, se praticadas diariamente, garantirão o seu nome no Hall da Fama junto aos Alunos, Pais e Direção da Escola.
- Aprenda o nome dos seus alunos
- Lembre a data de aniversário deles
- Pergunte como eles estão e/ou como se sentem
- Olhe nos olhos quando conversar com eles
- Ria junto com eles
- Diga-lhes o quanto você gosta de estar com eles
- Encoraje-os a pensar grande
- Incentive-os a persistirem e celebre os resultados
- Compartilhe do entusiasmo deles
- Quando estiverem doentes envie uma carta ou um bilhete
- Ajude-os a tornarem-se experts em algo
- Elogie mais e critique menos
- Converse a respeito dos sonhos ou do que os afligem
- Respeite-os sempre
- Esteja sempre disponível para ouví-los
- Apareça nos eventos que eles realizarem
- Encontre interesses em comum
- Desculpe-se quando fizer algo errado
- Ouça a música favorita deles com eles
- Acene e sorria quando estiver longe
- Agradeça-os
- Deixe claro o que você gosta neles
- Recorte figuras, artigos de revistas que possam interessá-los
- Pegue-os fazendo algo certo e cumprimente-os por isso
- Dê-lhes sua atenção individual
Professor, esses 25 comportamentos traduzem a essência do que é criar um relacionamento baseado no Amor e não na nota bimestral.
Coloque em prática essas dicas e veja a mudança no comportamento dos seus alunos.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Meu filho está no 1º ano, e agora?
A transição da Educação Infantil para o 1º ano do Ensino Fundamental (antigamente chamada de CA ou Classe de Alfabetização) é marcada por grandes mudanças, não apenas na vida da criança mas também na vida de seus pais.
Quero compartilhar com vocês 10 dicas que coletei no Site EDUCAR PARA CRESCER para que os pais que têm filhos nessa fase não fiquem tão perdidos:
1. Deixar bilhetes ou escrever cartas
Que outra função tão importante tem a escrita que não a de comunicar? Pois desde bem cedo a criança pode perceber isso, pelas atitudes dos pais. Deixe recadinhos na porta da geladeira, escreva cartas e estimule-a a fazer o mesmo (mesmo que saiam apenas rabiscos. Lembre-se: nessa fase do desenvolvimento, não se erra, se tenta acertar). 'Vou escrever uma carta para a vovó contando como estamos. O que você quer que eu conte para ela?'. Recebeu uma carta ou encontrou um recadinho em casa? Leia em voz alta. Procure incluir a criança sempre que uma situação de comunicação escrita se apresentar na casa.
2. Preparar receitas culinárias na presença da criança
Num ambiente alfabetizador, é importante que a família chame a criança, desde muito cedo, para participar de algumas ações, de forma que ela presencie o contato com a língua escrita, percebendo suas várias funções. Na culinária isso pode acontecer de maneira descontraída e divertida. Durante a receita de um bolo, por exemplo, vá perguntando para a criança: "Vamos ver o que falta colocar? Ah, ainda preciso colocar 3 ovos, está escrito aqui".
3 . Ler histórias
Ler para a criança pequena tem muitos benefícios e, num ambiente alfabetizador, é a primeira exigência a ser feita, pois é por meio de pais e professores que a criança passa a ter contato com a língua escrita. Quando a mãe lê uma história para a criança, ela é leitora junto com a mãe. Leia com frequência para seu filho: gibis, revistas, contos de fadas... Leia mais de uma vez o mesmo livro, pois isso é importante para a criança começar a recontar aquela história depois, no papel de leitora, inclusive passando as páginas do livro corretamente. Ao ouvir histórias, a criança acaba percebendo que a leitura é feita da esquerda para a direita (importante para o momento em que ela vai começar a riscar), consegue diferenciar o que é texto do que é desenho, começa a notar que as palavras são escritas separadamente formando frases que fazem sentido e a adquirir noção de volume de texto. É comum, por exemplo, a criança perceber quando a mãe está pulando trechos da história (geralmente porque ela já está cansada e quer dar uma resumida na historinha). A criança vira e fala tem mais coisa aí, mamãe. Isso mostra que ela está já está amadurecendo como leitora e, embora ainda não leia, já faz o que chamamos de pseudoleitura".
4. Ser um modelo de leitor Essa é a premissa mais básica de qualquer ambiente alfabetizador. A criança forma valores a partir de bons modelos e, assim, ter pais leitores é fundamental para ela aderir à leitura. A estante de livro não pode parecer santuário. As crianças têm de observar que os pais estão sempre mexendo ali, escolhendo um livro, lendo-o e comentando-o com a família. E não apenas os livros. A leitura de revistas e jornais também tem de ser um hábito dos pais. Os pais também têm de prestar atenção ao ambiente em que fazem sua leitura, passando a impressão de que ler é prazeroso, mas também é coisa séria. O ambiente deve ser tranquilo, sem muitos ruídos, com boa iluminação, e deve-se sentar com a postura corporal correta, para não se cansar rapidamente.
5. Explorar rótulos de embalagens Alguns produtos são recorrentes na dispensa de nossas casas e as crianças acabam se acostumando com a presença deles. Aproveite momentos de descontração, como durante as refeições, para ler os rótulos junto com seu filho. Com o tempo, ele começa a ler por imagem, por associação. Ele pode ainda não estar alfabetizado, mas já sabe o que está escrito naquela embalagem. Os rótulos são interessantes de serem lidos porque, na maioria dos casos, são escritos em letra CAIXA ALTA, que é a qual a criança assimila antes da letra cursiva.
6. Fazer listas de compras com seu filho
Esta aí uma tarefa pra lá de corriqueira: fazer a lista de compras do supermercado. Num ambiente alfabetizador, o momento pode ser aproveitado: chame a criança para preencher a lista com você e faça com que ela perceba que você anota no papel as coisas que irá comprar, para consultar lá no mercado (uma forma de ela relacionar a linguagem oral com a escrita). Vá conversando com ela: "Vamos anotar para não esquecer. O que mais vamos ter de comprar? Então, vamos escrever aqui". Deixe que ela acompanhe com os olhos o que você está escrevendo e vá falando em voz alta.
7. Aproveitar as situações da rua
Placas de trânsito, destino de ônibus, outdoors, letreiros, panfletos, faixas... onde quer que frequentemos estaremos sempre em contato com o mundo letrado e é ótimo que os diferentes elementos sejam aproveitados com a criança. Dá para levar em forma de brincadeira. 'Olha filho, tem uma placa igual a essa em frente à nossa casa. Sabe o que está escrito nela?' ou ainda 'Olha, filho, esse ônibus vai para Cajuru. Cajuru também começa com Ca, igual o nome da mamãe, Carolina'. É por meio dessas situações que a criança vai percebendo as diferentes funções da escrita e fazendo associações. É uma forma não de ensinar/aprender, mas de brincar com as letras, com as palavras, com a escrita e a leitura.
8. Fazer os convites de aniversário com a criança
Escrever nos convitinhos de aniversário é uma etapa da festa da qual a criança precisa participar. Pergunte a ela: "o que teremos de escrever nos convites? Precisamos dizer onde vai ser e a que horas". Isso pode ser feito desde o primeiro aniversário da criança, repetindo nos anos seguintes, até chegar a vez em que ela própria irá querer escrever sozinha, com sua letrinha. Outra atitude interessante é escrever cartões de aniversário ou de casamento na frente da criança. "Esses nossos amigos irão se casar. Vamos escrever uma mensagem a eles para enviar junto com o presente?". A situação pode ser corriqueira para você, mas para a criança tudo é novidade. Participe-a desses momentos. Nos aniversários das pessoas da família, incentive-a a escrever algum cartão, mesmo que ela faça apenas desenhos. Pergunte que mensagem ela quis passar e em seguida faça um elogio ao seu trabalho.
9. Montar uma agenda telefônica
A agenda telefônica é um bom objeto a ser explorado com as crianças. Ela mostra, claramente, o que é texto e o que é número, com a função de cada um deles. O texto é usado para escrever o nome das pessoas ou dos lugares, enquanto o número é utilizado para informar o telefone. No dia a dia, chame a criança para observar essa diferença. "Olha filho, deste lado ficam os nomes das pessoas e deste o número do telefone delas. Vamos ver qual o número da casa da titia?"
10. Apontar outros materiais escritos
Brinquedinhos com palavras e números, calendários, jogos de computador, álbum de fotografia com legendas, scrapbook, tudo isso pode estar no ambiente de convivência da criança, mas... desde que realmente sejam usados por ela, e não funcionem como meros enfeites do seu quarto. A criança tem de perceber a função de cada um dos elementos que é posto para ela. Houve um tempo em que pais e professores acreditavam que bastava etiquetar os objetos (etiqueta com a palavra cama na cama, com a palavra armário no armário) para as crianças se familiarizarem com a língua. Mas as pesquisas mais atuais mostraram que os diversos gêneros textuais precisam estar presentes e serem usados dentro de uma função comunicativa. Portanto, quando for montar um álbum com fotos de uma viagem, chame a criança para legendar cada foto com você. "Você lembra como se chamava este lugar? Vamos escrever aqui para sabermos daqui a um tempo".
Sabe o que mais pode ajudar na alfabetização de seu filho? Compreender que cada um tem o seu ritmo! - Incentive, estimule, mas não cobre excessivamente!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Felicidade
Ontem, na igreja, ouvi uma bela pregação sobre O QUE É FELICIDADE... Foi muito interessante constatar que para cada pessoa a felicidade tem um significado diferente. Há quem pense que para ser feliz é preciso ter dinheiro, ou casarão, ou carrão, ou super marido, ou a esposa perfeita, ou mesmo fama e sucesso... Tem quem deposite suas esperanças de felicidade no cônjuge, ou nos filhos, ou no trabalho... Todas essas pessoas têm grandes chances de se frustrar e adoecer em depressão!
Muitos foram os poetas e os filósofos que tentaram expressar com palavras o verdadeiro sentido da felicidade e durante muito tempo eu gostei muito do texto que agora eu não lembro se pertence a Fernando Pessoa ou a Fernando Sabino que dizia "Felicidade não é um destino e sim uma viagem, por isso trabalhe como se não precisasse de dinheiro, dance como se ninguém estivesse olhando e ame como se nunca tivesse se machucado". Ontem, durante a pregação, percebi que a melhor definição do que é felicidade é o que está escrito no texto bíblico de Habacuque 3:17-19 que diz "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente."
O sermão tinha sido nos capítulos finais de Eclesiastes, mas esse texto de Habacuque me veio a mente forte e seguro, como um perfeito resumo do que fora pregado naquela noite!
É tão maravilhoso quando Deus fala aos nossos corações!!!O verdadeiro significado da felicidade, ao meu ver, é este: ESTAR NO CENTRO DA VONTADE DE DEUS, VIVER DE ACORDO COM SEUS MANDAMENTOS, AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO MEU PRÓXIMO COMO A MIM MESMA!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Feliz 2011!!!
Todo início de ano nós (os otimistas) temos a renovadora sensação de que "de agora em diante, tudo vai ser diferente", "as coisas irão melhorar"... Não há nada físico, nem químico, absolutamente nada que nos garanta que as coisas vão mudar ou melhorar, afinal, só muda mesmo o calendário!
Mas, se temos fé, se acreditamos em um Deus de promessas, em um Deus de amor e infinita bondade, somos capazes de crer - pela fé - que nesse novo ano teremos a chance de melhorar como pessoas, como amigos, como cônjuges, como irmãos, como profissionais, como servos de Deus, como cristãos...
Então, vamos lá, comecemos esse novo ano com Deus no coração e Jesus como nosso guia e mestre!!!
E vamos viver como a letra daquela música:
♪ ♪ ♪ Viver pra mim é Cristo, morrer pra mim é ganho... Não há outra questão, quando se é cristão, não se pára de lutar. Triunfarei sobre o mal, conquistarei troféus, não há outra questão, quando se é cristão, não pára de lutar, até chegar ao céu!!!♪ ♪ ♪
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